Quero ser
piloto, porque é um emprego bem divertido e fácil de fazer.
Por isso é que tem tantos pilotos voando por aí hoje em dia.
Os pilotos não precisam ir muito à escola. Eles só têm que aprender a ler números...
para poder ler seus instrumentos.
Ah! E precisam saber ler mapas também.
Os pilotos têm que ser muito valentes, senão eles ficarão muito assustados se
por acaso tiver muita neblina no céu e eles não puderem enxergar, ou então se
por acaso cair uma asa ou um motor.
Os pilotos têm que ter olhos muito bons para enxergar através das
nuvens...
E não podem nunca ter medo de trovões e relâmpagos porque eles
estão muito mais perto deles do que a gente.
Os salários que os pilotos ganham é outra coisa de que gosto muito. Eles ganham
tanto que não conseguem nem gastar tudo...
Isso porque as pessoas acham que voar é perigoso. Só eles não acham porque
sabem que é um trabalho muito fácil.
Espero que eu não tenha enjôo ao voar porque eu sinto enjôo de andar de carro,
e se eu tiver vou ter que arranjar um trabalho...
Postado por Paulo Bau em 02 de Janeiro de 2010 às 11:26
Autora do
livro “O que é leitura”, Maria Helena Martins defende que a idéia de leitura
não deve ser restrita às letras, mas sim a todas as interpretações do que
acontece ao nosso redor. Como explicar expressões de uso corrente como, por
exemplo, fazer a leitura de um gesto? Ler a mão? Toda vez que ler alguma coisa
vou interpretar sempre do mesmo jeito? A leitura é única? Sempre será igual?
A autora nos
mostra que existem três níveis de leitura. O sensorial, que é a forma de
se transmitir uma sensação, envolvendo assim o leitor. O tato, a visão, o
olfato fornecem a resposta mais imediata às exigências e ofertas do mundo,
provocando prazer ou rejeição, o emocional, que faz com que o leitor se envolva
nos sentimentos como sofrimento e alegria. É o que menos admitimos e de onde vem
nossa empatia com o texto e o racional com o qual o leitor é capaz de
após a leitura fazer uma avaliação crítica da mesma. A racionalização é a
considerada correta pelos letrados ou intelectuais e as emoções são
consideradas evasão.
Existe uma tendência de a leitura sensorial
anteceder a emocional e a esta se suceder a racional. Sendo assim, podemos
afirmar que condições exteriores influem diretamente nas nossas condições
interiores de entender o assunto lido, fazendo desta forma da leitura fonte de
conhecimento e sabedoria. Questionamentos e discussões, também permitem uma ampliação dos
conhecimentos
A leitura se realiza a partir do diálogo do
leitor com o objeto lido, seja escrito, sonoro, seja um gesto, uma imagem, um
acontecimento. Se saber ler textos escritos e escrever, ainda hoje é algo a que
não se tem acesso naturalmente (o analfabetismo persiste mesmo em países
desenvolvidos), entre os antigos era privilégio de pouquíssimos. A falta
de leitura traz ao ser humano frustrações e dependência dos outros.
O conceito de
leitura é bastante amplo e muito mais complexo do que podemos imaginar. Existem
sempre aqueles que consideram a leitura uma mera interpretação de sinais
gráficos, para estes ela se torna uma prática sem vida, mas se, considerar como
leitura tudo o que se vive e se experimenta, ela se tornará uma prática muito
mais ampla, avivando nossa curiosidade e demonstrando-nos capacidade de
autonomia. Poderia dessa forma ser desmistificada a relação que há entre
leitura e pessoa letrada, pois isso afasta os iletrados da leitura e da
cultura, impedindo que os alunos desenvolvam técnicas próprias de aprendizagem
e leitura.
O tema leitura
é desenvolvido pela autora com diversas críticas ao sistema de educação em
nosso país, cita ela diversas vezes a falta de humanização no sistema
implantado, conhecido apenas como decoreba. Condena o procedimento de
professores do ensino fundamental e médio, em que pedem aos alunos para lerem
determinado livro e fazer um resumo, ou resenha, ou ainda uma síntese, sem ao
menos explicarem a eles o que querem exatamente.
A Leitura é
uma prática das mais importantes do homem civilizado, pois atende a diversas
finalidades, sendo uma grande fonte de informações, além de ser uma atividade
básica para formação cultural das pessoas, sem contar a excelente atividade de
lazer que é. Interessante o observado sobre como podemos ter interpretações
diferentes de uma mesma leitura, dependendo de nosso estado de espírito no
momento em que esta é realizada. Podemos perceber através de letras de músicas,
por exemplo, em que dependendo de onde estamos e o que estamos fazendo, parecem
nos dizer coisas completamente diferentes utilizando-se das mesmas palavras.
A Leitura hoje
é um rico recurso que está ao alcance até das pessoas mais pobres, porém não é
explorado da forma adequada. Ela é considerada um produto da elite, e aqueles
que não têm acesso ou não gostam de ler são deixados de lado.
Considera
finalmente a autora que é de suma importância desenvolver em nós uma cultura de
leitura, para assim sermos formadores de opiniões no ambiente em que vivemos,
podendo ganhar novas interpretações de tudo o que nos acontece no dia a dia e
não percebemos, e nos daria mais maturidade e possibilidade de novas reflexões.
“Ler é dialogar com a vida, com o mundo e com
tudo que nele existe”
"Trabalho
fundamentado nos ensinos de Cristo Jesus!!!"
Postado por Paulo Bau em 02 de Janeiro de 2010 às 11:10
Sete Vidas
(Seven
Punds, 2008)
Direção: Gabriele Muccino
Gênero: Drama
Elenco: Will Smith, Rosario Dawson, Woody Harrelson, Barry Pepper, Bill
Smitrovich.
SETE VIDAS
O filme conta a história de homem
cheio de traumas e culpas por conta de um acidente automobilístico que
aconteceu no passado devido uma falta de atenção de sua parte ao dirigir. No
acidente, além de sua esposa, morreram ainda outras seis pessoas que viajavam
em outro veículo.
Procura de todos os meios redimir
sua culpa, e a única forma com a qual se convence de fazer isso é doar-se para
tentar salvar outras sete vidas; seja com ajuda financeira, médica ou até mesmo
familiar. Um verdadeiro plano de redenção.
Sem entrar nos méritos do filme, e
tratando apenas da história, até onde uma pessoa pode se julgar capaz de
decidir pelo seu destino (vida) e de outras pessoas cujas quais ele sequer
conhece? Com que direito se acha, para entrar na vida intima desses indivíduos,
revirar suas intimidades e problemas, por mais nobres que sejam suas intenções?
Ouvem-se seguidamente histórias de
pessoas tomando atitudes que cabem somente a Deus. Como pode alguém se achar
com o Poder de Deus? O que leva alguém a se julgar capaz de fazer isso? Desespero, culpa, arrependimento... O que
podemos dizer ou pensar da atitude do um a pessoa assim? Sem olhar para a causa e nem para os fins de
sua decisão, como podemos ver um suicida? Uma pessoa corajosa, por ter forças
para pôr fim a própria vida, ou um covarde que não conseguindo suportar os
percalços da vida resolve acabar com ela?
Creio que por mais nobre que seja a causa,
nada justifica alguém se julgar capaz de poder decidir sobra a vida humana. Nem
da sua e muito menos das de outrem. As fraquezas inerentes do ser humano se
revelam claramente na hora em que ele procura a médica que trata da paciente
pela qual está apaixonado, para se interar das chances de sobrevida dela.
Naquele momento da trama fica clara sua vontade de rever suas decisões, pois
mostra, pelo que entendi, que se as chances de sobre-vida dela fossem um pouco
maior, desistiria de seu intento para ficar com ela. Uma decisão que nãoseria nada Divina, ao contrário, bem humana.
Fica claro que decisões baseadas em
sentimentos e sensações são muitas vezes errôneas. O problema maior é que a
emoção, quando levada à superar a razão, quase sempre é inconsequente, não permitindo
que consigamos refletir sobre seus efeitos, e isso pode destruir argumentos em
todos os sentidos. Atos considerados louváveis tornam-se criminosos quando tratamos
da vida dos outros. No caso do filme os resultados foram teoricamente
benéficos, mas visto aos olhos de quem é o Dono da vida? Como será
interpretado? Existe justificativa???
"Trabalho
fundamentado nos ensinos de Cristo Jesus!!!"
Postado por Paulo Bau em 11 de Dezembro de 2009 às 10:04